• Conservação do Útero

    Conservação do Útero

    A Medicina Reprodutiva tem dado respostas extraordinárias a problemas que até pouco não poderíamos imaginar. Vivemos uma era de grandes avanços e ensinamentos e por quê não dizer de novos aprendizados, novos conceitos que poderiam ser embasados nos ensinamentos dos mestres antigos. A Medicina deve ser o menos invasivo possível. A preservação dos órgãos deve ser um objetivo que obrigatoriamente precisa estar incorporado na mente dos nossos cirurgiões.

    Falamos de doenças que permitam tal preservação. Exemplificando a Mastologia que historicamente passou por tratamentos extremamente radicais a tratamentos conservadores, associados a alguns coadjuvantes, com resultados extraordinários, tanto clinicamente como esteticamente, como são relatados na literatura, encorajando as mulheres à prevenção regular.

    Para ocorrer uma gravidez é fundamental a integridade do sistema reprodutivo tanto feminino (ovários, trompas, útero e vagina) quanto masculino (testículos, ductos e glândulas associadas). Deve ser meta, sempre que possível a preservação destes órgãos. Vivemos a era da Medicina minimamente invasiva, com procedimentos endoscópicos (vídeo-laparoscopia, vídeo-histeroscopia) que permitem não somente uma apreciação amplificada dos órgãos internos, como também seu eficaz diagnóstico e tratamento.

    Em casos de mioma uterino, doença benigna que atinge próximo a 40% da população feminina as indicações cirúrgicas em linhas gerais são muito claras: quando ocasionam sintomas (dor, sangramento uterino anormal ou compressão de outros órgãos vizinhos); em casos de miomas acima de 5-7 cm e com rápido crescimento. A grande maioria absoluta dos casos de miomatose uterina pode Ter como solução a simples observação regular, em exames ginecológicos periódicos, pois não têm a menor importância clínica.

    Tratando-se de pacientes jovens, que desejam ainda procriar devemos dar a oportunidade clara da preservação do órgão “matricial”, lançando mão da MIOMECTOMIA (retirada dos miomas) com preservação do útero. Esta cirurgia pode ser realizada por vídeo-laparoscopia ou por vídeo-histeroscopia, dependendo da sua localização. Em mãos experientes trazem um excelente resultado.

    Este método cirúrgico por ser minimamente invasivo, cria uma possibilidade de recuperação pós-operatória muito satisfatória, estando a paciente apta a procriar, muito brevemente. Não existe algo melhor como médico, cirurgião que vive da arte de operar, poder realizar um tratamento que permita manter viva a chama e a esperança de ser mãe. É uma satisfação indescritível, é como estar salvando vidas futuras que de outra forma não poderiam compartilhar conosco o sentido biológico de nascer, crescer, reproduzir, viver emoções e um dia partir com o senso de dever cumprido.

    Comente →

Comente

Cancel reply

Galeria de Imagens